18 julho 2009
07 julho 2009
Louco
Já fui gordo. Já fui magro.
Já fui ego. Já fui id.
Já fui o que quis e o que não quis.
Já fui muito. Já fui pouco.
Hoje tenho a sensação
que não passei de um louco.
(Rodrigo Leão)
Já fui gordo. Já fui magro.
Já fui ego. Já fui id.
Já fui o que quis e o que não quis.
Já fui muito. Já fui pouco.
Hoje tenho a sensação
que não passei de um louco.
(Rodrigo Leão)
Em tempo: Estou assistindo o show/funeral do Michael Jackson. Emocionante. Nada como o soul, a melancolia dos negros estadunidenses é... Incrível! Isso sim é interpretar. Cantar qualquer um o faz, interpretar é para os priveligiados. Até o final da cerimônia é provável que eu chore.
Se os tubarões fossem homens (Bertolt Brecht)
Se os tubarões fossem homens, perguntou ao senhor K. a filha de sua senhoria, eles seriam mais amáveis com os peixinhos? Certamente, disse ele. Se os tubarões fossem homens, construiriam no mar grandes gaiolas para os peixes pequenos, com todo tipo de alimento, tanto animal quanto vegetal. Cuidariam para que as gaiolas tivessem sempre água fresca e tomariam toda espécie de medidas sanitárias.
Se, por exemplo, um peixinho ferisse a barbatana, lhe fariam imediatamente um curativo, para que não morresse antes do tempo. Para que os peixinhos não ficassem melancólicos, haveria grandes festas aquáticas de vez em quando, pois os peixinhos alegres tem melhor sabor do que os tristes. Naturalmente haveria também escolas nas gaiolas. Nessas escolas os peixinhos aprenderiam como nadar para a goela dos tubarões. Precisariam saber geografia, por exemplo, para localizar os grandes tubarões que vagueiam descansadamente pelo mar. O mais importante seria, naturalmente, a formação moral dos peixinhos. Eles seriam informados de que nada existe de mais belo e mais sublime do que um peixinho que se sacrifica contente, e que todos deveriam crer nos tubarões, sobretudo quando dissessem que cuidam de sua felicidade futura. Os peixinhos saberiam que este futuro só estaria assegurado se estudassem docilmente. Acima de tudo, os peixinhos deveriam evitar toda inclinação baixa, materialista, egoísta e marxista, e avisar imediatamente os tubarões, se um deles mostrasse tais tendências. Se os tubarões fossem homens, naturalmente fariam guerras entre si, para conquistar gaiolas e peixinhos estrangeiros. Nessas guerras eles fariam lutar os seus peixinhos, e lhes ensinariam que há uma enorme diferença entre eles e os peixinhos dos outros tubarões. Os peixinhos, iriam proclamar, são notoriamente mudos, mas silenciam em línguas diferentes, e por isso não podem se entender. Cada peixinho que na guerra matasse alguns outros, inimigos, que silenciam em outra língua, seria condecorado com uma pequena medalha de argaço e receberia um título de herói. Se os tubarões fossem homens, naturalmente haveria também arte entre eles. Haveria belos quadros, representando os dentes dos tubarões em cores soberbas, e suas goelas como jardim que se brinca deliciosamente. Os teatros do fundo do mar mostrariam valorosos peixinhos nadando com entusiasmo para as gargantas dos tubarões, e a música seria tão bela, que seus acordes todos os peixinhos, como orquestra na frente, sonhando, embalados, nos pensamentos mais doces, se precipitariam nas gargantas dos tubarões. Também não faltaria uma religião, se os tubarões fossem homens. Ela ensinaria que a verdadeira vida dos peixinhos começa apenas na barriga dos tubarões. Além disso, se os tubarões fossem homens também acabaria a idéia de que os peixinhos são iguais entre si. Alguns deles se tornariam funcionários e seriam colocados acima dos outros. Aqueles ligeiramente maiores poderiam inclusive comer os menores. Isso seria agradável para os tubarões, pois eles teriam com maior freqüência, bocados maiores para comer. E os peixinhos maiores detentores de cargos, cuidariam da ordem entre os peixinhos, tornando-se professores, oficiais, construtores de gaiolas, etc. Em suma, haveria uma civilização no mar, se os tubarões fossem homens.
04 julho 2009
26 junho 2009
É... Michael Jackson morreu... Melhor assim. Um artista como ele não merecia a decrepitude pela qual passava nos últimos anos. Mais do que nunca agora temos um mito. Eu não 'existia' (acho) quando Elvis, Lennon, Marley e tantos outros paradigmas das artes morreram. No entanto, consciente, registro que Jackson morreu... Noite fria chuvosa...
No ano passado escrevi este texto para o Mistureba Híbrida, ressuscito-o:
Drácula ou Peter Pan? Não, é Jackson
É, chegamos ao derradeiro suspiro de mais um mês, o tal do cachorro louco, do desgosto e de todos esses clichês. Muita coisa aconteceu neste entremeio: Os Jogos Olímpicos na China, mais um conflito armado, encabeçado desta vez pela Rússia e pela Geórgia, a confirmação de Obama como representante Democrata nas eleições presidenciais dos EUA... No entanto, não escrevo para fazer uma retrospectiva de Agosto, e nem sei por que me demorei tanto nesse prólogo. Como tempo é informação, e esta é uma das forças motriz da atualidade, deixarei de delongas e entrarei no meu breve discurso. Acompanhe, pois!
Ao caro Vanildo Marley, desculpe-me, mas desta vez serei eu a escrever sobre mais um cinqüentenário: Michael Jackson! Sim, como foi amplamente noticiado por todas as mídias hoje, 29 de agosto comemora-se o aniversário de um dos maiores paradigmas da música pop mundial. Todos, ou melhor, muita gente, já o ouviu e senão, ao menos deve ter acompanhado os inúmeros mitos que acompanham a sua figura. Atualmente, aliás, ele figura com mais freqüência nas páginas de fofocas sobre celebridades do que nos cadernos de Cultura e Música. Ok, mas não estou aqui para falar sobre a biografia dele (para isto basta acessar deus, ou Google se preferir). E sim prestar uma singela homenagem através da lembrança dos ‘seus anos’.
Pode-se discutir inúmeros traços da personalidade de Michael, e até dizer que ele é um louco, pedófilo, uma aberração física e etc. Pessoalmente eu até concordo com determinadas atribuições feitas a ele. Mas nada disso, absolutamente nada mesmo, macula o seu histórico como artista, como criador (não apenas musicalmente, a influencia que ele exerce em outros campos como a dança contemporânea é relevante e deve ser ressaltada). O que importa, de fato, é que ele já está no roll da fama ao lado de outros grandes nomes fundamentais na criação da música pop americana, como James Brown e Prince.
Bom, pra finalizar Jackson é acima de tudo uma ‘persona’, interpreta uma personagem de si mesmo. A um veículo de comunicação norte americano ele disse que, nesta data querida, se sente “muito sábio, mas ao mesmo tempo muito jovem". Um misto de Conde Drácula e Peter Pan? Talvez, embora se tratando do “Rei do Pop” (não gosto de titulações com essa, mas...), eu não tenha competência alguma para afirmar absolutamente nada... Em suma, parabéns Michael! E que muitos outros sucessos e inovações artísticas venham à luz, para a nossa satisfação, é claro.
16 junho 2009
Não sou nenhum...
Assinar:
Postagens (Atom)

